#divBusca{     background-color:#2F4F4F;     border:solid 1px;     border-radius:15px;     width:300px; } .wtrBlogDfPostOther { display: none; important! margin-top: 22px; } .wtrShtLastNewsStandard .wtrShtLastNewsStandardOther { display: none; }
26
01
2018

Açúcar – 1ª Parte

O que é o açúcar?

 

“Bioquimicamente falando”, os açúcares pertencem a uma família de macronutrientes muito conhecida por todos nós, os Hidratos de Carbono.

 

Estes apresentam-se divididos em três grandes grupos distintos:

 – Açúcares (monossacáridos, dissacáridos e os polióis);

 – Oligossacáridos;

 – Polissacáridos.

 

Os monossacáridos não necessitam de ser hidrolisados porque são açúcares unitários, como é o caso da glucose (presente nos alimentos em geral), frutose (presente principalmente nas frutas) e da galactose (tipicamente presente no leite).  Em relação aos dissacáridos a situação é um pouco diferente, estes são constituídos por dois monossacáridos, por isso, durante o processo de digestão é necessário proceder-se à hidrólise destes açúcares para que depois seja feita a sua absorção, como exemplo disso temos a lactose (presente no leite), sacarose (presente sobretudo na cana de açúcar) e a maltose (presente nos produtos de malte).

 

Os açúcares são frequentemente denominados por hidratos de carbono simples, derivado à sua fácil digestão e por serem absorvidos rapidamente, apresentando um maior índice glicémico. Desta forma, o ideal é ingerir preferencialmente hidratos de carbono complexos (cereais integrais, leguminosas e vegetais) que são absorvidos mais lentamente provocando uma maior saciedade.

 

Pelo facto de ter um poder altamente “viciante”, estimulando os centros cerebrais do prazer através da serotonina, devemos consumir açúcares de uma forma adequada e responsável, porque a verdade é que quanto mais comemos, maior será a vontade de voltar a comer. Esta situação pode ser problemática quando assistimos ao aumento da ingestão de certos alimentos ditos “saudáveis” pelas nossas crianças, mas que na realidade não passam de produtos altamente processados com teores de açúcares excessivos1.

 

Consumo de açúcar pelos portugueses

 

Relativamente ao consumo de açúcar pelos portugueses, estimou-se uma redução de 5500 toneladas em 2017, devido à taxa aplicada nas bebidas açucaradas, segundo um artigo publicado pelo Diário de Noticias no dia 19 de Janeiro de 20182. “Em Portugal, no período de 2013/2014, a disponibilidade de açúcar por pessoa foi de 34,4 kg/ano, o que equivale a 94 g/dia, ou seja, 376 kcal/dia. Considerando que o consumo de açúcar deve ser inferior a 10% do total do valor energético total (VET) diário (2000 kcal), ou seja, 200 kcal, seria desejável a redução média de aproximadamente 176 kcal/dia provenientes da ingestão de açúcar”3.

 

Mais informações sobre o açúcar no próximo post

 

 

Bibliografia:

  1. Site Fat New World, http://fat-new-world.pt/2016/06/acucar-droga-das-nossas-criancas/.
  2. LUSA, Diário de Notícias, edição online de 19 de Janeiro de 2018, https://www.dn.pt/lusa/interior/nutricionistas-aplaudem-reducao-do-consumo-de-acucar-e-reformulacao-de-alimentos-9059453.html.
  3. Graça, P., Gregório, M. J., Santos, A., & Mendes de Sousa, S. (2016). Redução do consumo de açúcar em portugal: evidência que justifica ação. Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável. http://doi.org/http://nutrimento.pt/activeapp/wp-content/uploads/2016/09/Reducao-do-Consumo-de-acucar-em-Portugal.-pdf.pdf

 

 

Daniela Toscano
Nutricionista Estagiária – Cédula Profissional nº 2104NE

Departamento de Nutrição Aquafitness – Qta. do Texugo

nutricao3.texugo@aquafitness.pt

Optimization WordPress Plugins & Solutions by W3 EDGE